O AMOR NA IDADE MÍDIA

 

Jorge Fernandes da Silveira - UFRJ

 

 

A cidade e as serras

A Idade Média e o século 21 se encontram nas serras de Portugal: o Ministério do Interior anunciou, em Lisboa, que vai distribuir celulares aos pastores de cabras e carneiros. É para chamarem os bombeiros toda vez que houver incêndio florestal.

Informe JB, Jornal do Brasil, 20 de junho de 2000, p.6.

 

 

 

Seja a legenda da velha imprensa de hoje a notícia de que aqui se pensa falar de práticas de amor a um só tempo arcaicas e pós-modernas, tais como carneiros e cabras pastando solenes nos nossos jardins guardados pelos novos sons da mídia e comunicação de massa que nos alertam das fúrias e dos temporais.

 

Casos de Amor em Mesa-Redonda

 

Primeiro: Era no tempo dos cravos. Foi um ano depois do 25 de Abril. 1975. Mais parecia um pescador de Nazaré com a sua camisa de lã aos quadrados rubronegros, a sua calça de ganga, sandálias e uma enorme mala aos ombros. Surdo ou quase, falava muito baixo, mas a sua voz se espraiava por toda a sala do Liceu Rainha Dona Leonor, à Praça de Londres, na abertura da Universidade Nova, onde eu maravilhado assistia às primeiras aulas daquele que tão pouco parecia um Senhor Professor Doutor retornado ao seu país depois da Revolução. Falo de António José Saraiva. Falo mais propriamente do que me calou alto nos ouvidos, chegando até a despertar uma vontade de pesquisa futura que, agora, como hipótese de comunicação, aqui apresento. Dizia ele mais ou menos assim: Pensem nisso. O matricídio na cultura portuguesa, sim, a história, o mito, a lenda do filho que mata a mãe, Afonso Henriques e Tareja, a origem de todos os nós de nós todos, e também Fernando e Leonor Teles, e, porque sim, Pedro e Inês, tudo isso merece um estudo, um pesquisa rigorosa. Pensem nisso.

Segundo: Em 1978, Eduardo Lourenço parece ter começado a pensar nisso ao escrever o livro que o consagrou como o ensaísta mais amado do Portugal pós-salazar. O livro se chama O labirinto da saudade e tem um subtítulo sintomático, Psicanálise mítica do destino português. No ensaio mais famoso do volume, justamente o primeiro, o que repete o subtítulo da coletânea, Lourenço, outro exilado mas que, ao contrário de Saraiva, permanece na França, analisa os mitos traumáticos formadores do destino português. Interessa enunciar o primeiro, o da origem: "o nosso surgimento como Estado foi do tipo traumático e desse traumatismo nunca na verdade nos levantámos [...] (Talvez não seja por acaso que os mitos historiográficos ligados ao nascimento de Portugal tenham um perfil tão freudiano com sacrilégios maternos e palavra quebrada, Teresa e Egas Moniz...)" - LOURENÇO, 1978, p.20-1. E, no meio do parágrafo, lança uma idéia que dá vontade de desenvolver sobre "esse acto sem história que é para tudo quanto nasce o tempo do seu nascimento".

Da literatura como interpretação de Portugal é o outro ensaio que elevou às alturas o destino do Labirinto. "De Garrett a Fernando Pessoa", Lourenço avança numa das suas teses mais brilhantes, aquela em que o ato de pensar o país passa a ser uma problematização da escrita. Esta prática interpretativa é que caracteriza o processo de autognose de Portugal a partir da literatura do século XIX. Hoje em dia, de acordo com publicações recentes, a força da literatura como forma privilegiada de interpretar a Nação estaria em declínio, ameaçada pelo desprestígio da própria cultura literária. A figura do leitor apaixonado é cada vez mais desfocada pela imagem do espectador aficionado. "À literatura prefere-se o texto informativo, à retórica poética prefere-se a argumentação para as relações públicas."

Terceiro: Colho essas observações em Eduardo Prado Coelho, na sua Crónica aos sábados no suplemento Leituras do Público, jornal de Lisboa. É interessante notar o veículo onde leio este sempre inteligente crítico de literatura que, para traçar um perfil mais atual de suas atividades, deve ser visto como um muito arguto observador do papel dos meios de informação, da mídia, no universo contemporâneo. Diz ele: A "literatura" que nós conhecemos e amamos vem do século XVIII e tem a sua consagração no século XIX. Antes falava-se de Belas Letras. O seu prestígio está fortemente ligado ao reforço da ideia de Nação. A literatura consagra a língua mãe sobre a qual se ergue a consciência nacional - 'a minha pátria é a língua portuguesa', não é? Ora hoje esse mecanismo não funciona." (COELHO, 2000). Quem quiser saber porque a máquina da literatura parou é só acessar a página na internet que a resposta aparece.

Os testemunhos de Saraiva e dos dois Eduardos funcionam neste texto como introdução aos exemplos de casos de amor pela nação, pela pátria, pela língua, pela mãe, que, numa síntese perigosa, menos por ser redutora mas por levar a expansões às vezes de caráter totalitário, racistas, tais como pátria mãe ou língua mater.

Diante dessa perspectiva, interessa-me o português literário como ponto de partida para um estudo dessa língua multifacetada, materna ou oficial e de uso em diferentes sociedades, como costumam dizer os programas e projetos oficiais da lusofonia. Esclareço, logo, que estou na pré-história da pesquisa do caso amoroso entre o escritor e a sua língua na idade mídia. Eu que já não sou eterno, fui quase moderno um dia, quem sabe, agora, possa vir a ser pós-moderno.

Quarto: O Amor em visita é título de poema-livro de Herberto Helder, sem dúvida "o habitante de um nome" (Última ciência) tutelar na lírica portuguesa do século XX. Se insisto na forma de estar no poema, na casa, como metáfora estruturante da inter-relação amorosa autor/pátria, é porque na comunidade de poetas que estudo habitam extraordinários amantes filhos da mãe. Como o autor de A colher na boca que, "no sorriso louco das mães" (Fonte), põe à prova amores de berço em que o instinto e o desejo se fundem na mais feroz ciência da sexualidade humana; porque "nela", parodiando a imagem camoniana de D. Tareja, mãe de Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, "onde se escreve mãe e filho" (Última ciência), "o sensual era maior".

Trocando os versos em miúdos. Nas estrofes 31 e 32 do canto III d' Os Lusíadas, de Luís de Camões, interpreto, como se fosse uma inscrição arcaica, o relacionamento entre o escritor e a pátria gerada na e pela figura da mãe, fonte da metáfora fundacional lingua mater. Uma matriz traumática, contudo, como já nos disseram Saraiva e Lourenço. Resta deixar como hipótese de desenvolvimento futuro, se esse nascimento é como todos os outros, seguindo O labirinto da saudade, um "acto sem história".

 

De Guimarães o campo se tingia

Co sangue próprio da intestina guerra,

Onde a mãe, que tão pouco o parecia,

A seu filho negava o amor e a terra.

Co ele posta em campo já se via;

E não vê a soberba o muito que erra

Contra Deus, contra o maternal amor;

Mas nela o sensual era maior.

 

Ó Progne crua, ó mágica Medeia

Se em vossos próprios filhos vos vingais

Da maldade dos pais, da culpa alheia,

Olhai que inda Teresa peca mais!

Incontinência má, cobiça feia,

São as causas deste erro principais:

Cila, por hua, mata o velho pai;

Esta, por ambas, contra o filho vai.

 

Sendo, como quer Fernando Pessoa e uma infinidade de repetidores, "a minha pátria a língua portuguesa", o meu nascimento como sujeito de cultura está marcado pela história do pecado original da mãe em que a sensualidade - desejo e cobiça - é maior do que o amor da sua natureza de ser mãe. É interessante notar que Camões, o censurado questionador dos desconcertos da tirania e das contradições do amor, não perdoa ser filho da crua e iníqua Teresa.

Logo, desde o berço, os sintomas de um imaginário nacional doente, estigmatizado pelo pecado como marca da instância do feminino na cultura, manifestam-se com força já no primeiro livro do génesis da civilização portuguesa, Os Lusíadas. Naquela ponta da língua limite onde um caso de amor, num tropeção vocálico, transforma-se em caos de amores. A língua manca e eram coxos Édipo e Afonso Henriques ("Que em ferros quebra as pernas.", III, 70, "Da maldição da mãe que estava presa", III, 69). Se mais tempo houvera, oportuno seria aproximar desta inaugural outras figuras de mulher onde "o sensual era maior", mulheres como Leonor Teles, Thetys e, mais que Vênus, a mãe de todas não-castas (ouço Jocasta, e me arrepio), Inês de Castro.

Há sempre tempo, todavia, para ouvir a mãe de todos nós aqueles que lidamos com a literatura portuguesa no Brasil. Em ensaio em livro a sair em breve, diz Cleonice Berardinelli sobre as mulheres de Camões, para muitos senhor de uma misoginia flagrante: "De D. Filipa nada se diz; na verdade, há no poema bem pouco espaço para rainhas, exceção feita para a dura acusação a D. Tareja e a simpática atuação de Maria, filha de Afonso IV e mulher de Afonso XI de Castela (...). A grande figura feminina no plano dos humanos é Inês; as outras pertencem ao plano dos deuses." (BERARDINELLI, 2000).

Talvez dissesse com Ruy Belo que "Pessoa é o poeta vivo que me interessa mais", dizendo ao mesmo tempo, sem falsos paradoxos, porém, que cada vez mais me interessa menos escrever sobre Pessoa e os seus heterônimos. A eles prefiro os outros anônimos ou quase, no Brasil e em Portugal. Dito isto não posso deixar de acrescentar que na Mensagem, Pessoa, que exclui da sua galeria histórica figuras assinaláveis como Camões e Inês, apresenta duas únicas mulheres, caracterizando-as com sinal primordialmente positivo. São elas as rainhas Tareja e Filipa. Uma mãe da terra; a outra, do mar. E, como se já reparasse o estrago no caráter materno da pátria feito por Camões, a sua D. Tareja é uma generosa "mãe de reis e avó de impérios", cujo "seio augusto amamentou/ Com bruta e natural certeza/ O que, imprevisto, Deus fadou." O que em Camões é exemplo de uma natureza feminina pervertida pelo pecado da sexualidade e da paixão submissa ao amante estrangeiro, em Pessoa significa o sinal da mão absoluta de Deus sobre o fado humano imprevisível e universal.

É neste ponto, na economia precária desta comunicação, que alguma poesia de Herberto Helder é bem-vinda, no sentido de dar uma força no aleitamento, quero dizer, no levantamento dessa pátria íntima gerada na tensão de uma censura sobre o corpo materno, entendido como metáfora e metonímia da nação desde a fundação "intestina", prisioneira dos baixos instintos : "A mãe em ferros ásperos atava" (III, 33) .

Volto a poemas que atrás vêm em diálogo com os versos de Camões. Não só àqueles mas a outros poucos deste poeta terrível que a todos nos espanta e maravilha com a sua electronicolírica em ininterrupta alta voltagem, acelerando os sentidos com um gosto extremo onde se misturam uma verdadeira vocação animal e a mais refinada última ciência da arte poética, perfeitamente entrosadas com os instrumentos que comunicam os sentidos múltiplos do mundo contemporâneo. Com certeza, para Herberto Helder, um poeta do amor na idade mídia, o poemacto, usando mais um título seu, é uma forma de vida, é o amor em visita.

 No sorriso louco das mães batem as leves

 gotas de chuva. Nas amadas

 caras loucas batem e batem

 os dedos amarelos das candeias.

 (...) E as mães

 aproximam-se soprando os dedos frios.

 Seu corpo move-se

 pelo meio dos ossos filiais, pelos tendões

 e órgãos mergulhados,

 e as calmas mães intrínsecas sentam-se

 nas cabeças filiais.

 Sentam-se, e estão ali num silêncio demorado e apressado,

 vendo tudo,

 e queimando as imagens, alimentando as imagens,

 enquanto o amor é cada vez mais forte.

 E bate-lhes nas caras, o amor leve.

 O amor feroz.

 As mães são cada vez mais belas.

 (...)

 As mães são as mais altas coisas

 que os filhos criam, porque se colocam

 na combustão dos filhos, porque

 os filhos estão como invasores dentes-de-leão

 no terreno das mães.

 E as mães são poços de petróleo nas palavras dos filhos,

 E atiram-se, através deles, como jactos

 para fora da terra.

 (...)

 E o filho senta-se com a sua mãe à cabeceira da mesa,

 e através dele a mãe mexe aqui e ali,

 nas chávenas e nos garfos.

 E através da mãe o filho pensa

 Que nenhuma morte é possível e as águas

 estão ligadas entre si

 por meio da mão dele que toca a cara louca

 da mãe que toca a mão pressentida do filho.

 E por dentro do amor, até somente ser possível

 amar tudo,

 e ser possível tudo ser reencontrado por dentro do amor.

 

Mãe à mão, através desses versos de uma beleza incendiária, resta-me a descrição discreta. Comparando-os aos de Camões, o objeto da busca amorosa movimenta-se, bate-se aqui, ferozmente, num território onde o corporal, o político e o lingüístico se misturam por de dentro da história da própria sexualidade humana. Mãe e filho disputam-se, e o amor que os une é, insisto para aprender, a demarcação de um território, como se fosse um país. Talvez por isso sejam elas loucas as mães, já que nascem elas mesmas gerando os seus filhos, num ato consumado pelo fogo da paixão, no limite entre o normal e o anormal, o consentido e o interdito, ou entre o dito e o censurado, ou ainda entre o vulgar e o estranho, no sentido também de ser estrangeiro ("queimando as imagens, alimentando as imagens"). O mais interessante é que os versos de Herberto Helder parecem devolver o seu ao seu dono. Eu explico: dentro da melhor tradição camoniana, transformar-se-ia o amador na coisa amada, visto que entre o sujeito amante e o objeto amado existe uma identidade cambiante, não por ela ser vulnerável mas pela sua própria natureza de ir-se, fragmentária, fazendo por meio de trocas, de alteridades. Aqui, neste reino, as mães sentam-se sobre as cabeças dos filhos, coroam-nos delas e, em assentos comburentes, levantam-se "cabeças filiais", como se reais fossem, neste território que, em suma, está para aquém de Leão e Castela, numa zona profunda, lá para os lados do inconsciente ("os filhos estão como invasores dentes-de-leão/ no terreno das mães"). Nesse país, portanto, não caberia nem a expulsão do Paraíso e nem a volta do filho pródigo, pois "o filho senta-se com a mãe à cabeceira da mesa" numa espécie de armistício e junto dela governa. Alguma coisa aqui acorda e se levanta, levando a pensar, portanto, na Proposição da épica ("outro valor mais alto se alevanta") e no Lourenço que cito no meu segundo caso de amor ("e desse traumatismo nunca na verdade nos levantámos"). Em que mundo está uma Pasárgada sexualizada assim como esta? Lido com atenção o texto, ele nos revela que este é o reino do "através de", onde o que passa se passa "por dentro", "pelo meio" dos reflexos, do espelho, alguma coisa assim como se através da sexualização dos textos "batessem" a ficção e a história das nossas vidas. Logo, se em Camões mãe e filho estão em campos, literal e historicamente, opostos, os campos da Batalha de S. Mamede, geratriz do mito horrível do filho que matou a mãe, em Herberto Helder, ao contrário mas também por complementação, mãe e filho revezam-se num território de fronteira, um local onde "nenhuma morte é possível e as águas estão ligadas entre si.", já que a mãe é a um só tempo a obra e a passagem para a opera omnia, ou cobra, como provoca um livro do poeta. Hipótese fecunda para mais tarde, portanto: a mãe herbertiana parece-se mais com a Tareja de matriz pessoana.

Fosse o nosso poeta no seu país um fenômeno editorial, poderia ser julgado co-autor do título-piada que não teve o Psicose de Hitchcock em Portugal: "O filho que era a mãe". Segundo alguns padrões do filme noir de mistério ou suspense, há uma profunda e enigmática mistura de caracteres entre opostos que se mantém até a solução da trama. Da poesia do poeta que interessa avançar durante a pesquisa o que esta comunicação escassamente apresenta são os sinais mais evidentes da tentativa de reparar o nascimento da nação portuguesa como um ato de violência contra o amor materno, no que isso implica de investimento num imaginário do recalcamento da alegria, da saudade e do fado, da interdição do erotismo e da sexualidade.

Não será à toa, portanto, que um dos poemas mais famosos de Herberto Herder esteja já no seu segundo livro e seja uma paródia de um dos mais célebres sonetos de amor de Camões. O que elide, em fase antropofágica ainda, a relação de ódio com a figura da origem, visto que a morte da mãe da pátria na visão do pai da língua é substituída pela sua (dele) visão do amor na versão de um dos seus epígonos, como nesses versos em que, o poeta forte da cultura é morto - deslido , diria Bloom - pelo seu póstero numa cena voraz de sobrevivência, um ato sexual, em suma, no território onde "a minha pátria é a língua portuguesa"

 

"Transforma-se o amador na coisa amada" com seu

 feroz sorriso, os dentes,

 as mãos que relampejam no escuro. (...)

 Transforma-se o amador. Corre pelas formas dentro.

 (...)

 O amador entra

 por todas as janelas abertas. Ele bate, bate, bate.

 O amador é um martelo que esmaga.

 Que transforma a coisa amada.

 (...)

 E o amador e a coisa amada são um só grito

 anterior de amor.

 

A exacerbação do corpo na tradição poética portuguesa é um dos grandes efeitos revolucionários da obra de Herberto Helder nos anos 60. O conhecimento da sua apropriação pioneira e radical da revolução operada pelos meios de comunicação de massa e eletrônica na cultura impressa - espantosamente acústica, visual, tátil, por meio dum pragmatismo sensorial e compromisso com a experiência concreta (PAGLIA, 2000, p. 12) - é fundamental para que sejam interpretadas as mudanças atuais da literatura portuguesa na era tecnológica. Sejam, por ora, esses versos incompletos de "Tríptico", de A colher na boca, a chama que alimenta, feliz, esse novo amor ardente à portuguesa,

 

Porque não sei como dizer-te sem milagres

que dentro de mim é o sol, o fruto,

a criança, a água, o deus, o leite, a mãe,

a amor,

 

que te procuram.

 

Versos de outros poetas de o amor em visita ficam por ler. Uma rápida consulta, porém, ao resumo desta comunicação os nomeia. Por ser mais oportuno, termino com palavras da minha companheira nesta mesa do amor, Mirella Márcia Longo: "Resta agora esperar que, com outras entrevistas e outros filmes, nós também possamos reler nossos vínculos e redimensionar nossas pátrias simbólicas" (LONGO, 2000, p. 71).

 

 

Referências Bibliográficas:

 

BELO, Ruy. Homem de palavra(s). Lisboa: D. Quixote, 1969.

BERARDINELLI, Cleonice. Estudos camonianos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000. COELHO, Eduardo Prado. Um adeus à literatura? Público. Lisboa, 15 jul. 2000.

HELDER, Herberto. Poesia toda. Lisboa: Assírio & Alvim, 1990.

LONGO, Mirella Márcia. Duas leituras. Quinto Império. Gabinete Português de Leitura, Salvador: v. 1, n. 12, abr. 2000.

LOURENÇO, Eduardo. O labirinto da saudade. Lisboa: D. Quixote, 1978.

PAGLIA, Camille. Uma visionária celebração do ciberespaço. Folha de S. Paulo, Mais. 23 jul. 2000.